Cyberbullying

Atualmente vivemos numa nova era digital, na qual as tecnologias de comunicação e informação assumem um papel fundamental na interação humana, apresentando inúmeros fatores positivos que variam desde o acesso instantâneo a qualquer tipo de informação, à rápida intercomunicação, colaboração e disseminação de conhecimento, independentemente da distância.

Embora o consumismo digital já faça parte do dia-a-dia dos jovens, a percepção dos perigos relacionados com a utilização das novas tecnologias de comunicação nem sempre o é. Surgem assim, por vezes, comportamentos deliberados e hostis onde um indivíduo ou grupo de indivíduos ameaça outro com a intenção de o prejudicar.

A anterior definição, normalmente associada ao termo bullying, ganhou uma nova dimensão nesta era digital, surgindo o conceito de cyberbullying onde os agressores aproveitam as novas plataformas digitais para denegrir, humilhar e/ou difamar uma ou mais pessoas (Pinheiro, L., 2009).

Ao contrário do bullying tradicional, no cyberbullying o agressor é, por norma, anónimo; o ataque pode acontecer a qualquer momento, independentemente da proximidade física; a interação entre o agressor e a vítima é menos pessoal, agravando o comportamento e a natureza generalizada do cyberbullying (Carpenter & Hubbard, 2014).

O cyberbullying tem sido, na última década, alvo de maior atenção por parte da comunidade científica, verificando-se uma maior preocupação por parte dos órgãos públicos relativamente a este tema que se tem revelado uma preocupação de saúde pública, podendo afetar a saúde mental dos jovens (Mendes, J., Queirós, S., et al., 2019).

Quando veio a público a estreia da série americana 13 Reasons Why (em português Por 13 Razões), em 2017, este acontecimento possibilitou uma discussão mais aberta sobre este assunto tão importante (Barbosa, J., Mendes, G., et al., 2018).Este fenómeno é cada vez mais comum entre os jovens e é necessário estarmos atentos.

Necessita de mais informações? SIM, fale connosco!

Barbosa, J., Mendes G., Oliveira M., Corrêa M., Shimabukuro N., & Amorim C. (2018); Séries e Internet: Até que ponto elas interferem na ideação suicida? (p.467) Disponível em: http://repositorio.ispa.pt/bitstream/10400.12/6214/1/12CongNacSaude467.pdf  

Carpenter, L.M., & Hubbard, G.B. (2014). Cyberbullying: Implications for the psychiatric nurse practitioner. Journal of Child and Adolescent Psychiatric Nursing, 27(3), 142–148. Disponível em: https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/105/347

Mendes, J., Queirós, S., Pedro, M.,& Oliveira, M.; Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social 2019 Vol. 5 (1): 99-110, (pp. 100, 101), Importance of nurses in the identification of cyberbullying: Systematic review; Disponível em: https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/105/347

Pinheiro, L. (2009), Cyberbullying em Portugal: uma perspectiva sociológica. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho. Instituto de Ciências Sociais. Braga. Portugal. (p.29). Disponível em: http://hdl.handle.net/1822/9870

Sabia que…

Sabia que consumo de álcool dos portugueses alterou-se durante o…
Sabia que
Menu