Terapia assistida por animais

A presença e interação com um animal de estimação desde cedo revela um papel fundamental para o bem-estar dos seres humanos. São inúmeros os benefícios físicos e psicossociais documentados sobre esta relação, que variam desde a redução de stress, ritmo cardíaco e pressão sanguínea até à redução da solidão e uma melhor interação e integração social. [1]

Reconhecida a influência dos animais sobre o Homem, ao longo das últimas décadas vários estudos têm sido desenvolvidos sobre a inclusão de animais de companhia em atividades terapêuticas, também conhecidas internacionalmente porAnimal Assisted Intervention (AAI) [2] ou, em Portugal, por Programas de Intervenções Assistidas por Animais (IAA) [3].

As conclusões são fascinantes e mostram que cuidar de um animal desenvolve o nosso sentido de responsabilidade e autonomia (Carminati et al., 2013) [4], potencia o aumento do número de neurotransmissores associados ao relaxamento (Walsh, 2009) [5], melhora o funcionamento do sistema imunológico e tem efeitos benéficos em diversas problemáticas desde perturbações de desenvolvimento até perturbações mentais, como a esquizofrenia, depressão, ansiedade e perturbação da hiperatividade e défice de atenção (Castro, 2018) [6].

A Associação Portuguesa de Cães de Assistência (APCA) treina e certifica Cães de Assistência para que possam prestar assistência a pessoas com deficiência e/ou problemas mentais. Esta associação, que nasceu em Portugal há quatro anos, já treinou onze cães para acompanhar crianças com síndrome de Perturbação do Espetro do Autismo, e dos 240 pedidos que tem em lista de espera, 70% são para este tipo de patologia. [7]

Em destaque as palavras de Rui Elvas, presidente da APCA, numa entrevista para o jornal Público: “Enquanto os adultos pressionam a criança, o cão de assistência não pede nada em troca. Não exige, não força. Está simplesmente lá para ela.” [7]

Seguindo o lema da APCA: Até à cura, existe um cão”.

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[1] O’Haire, M.E. J Autism Dev Disord (2013) 43: 1606. https://doi.org/10.1007/s10803-012-1707-5

[2] Disponível em: https://aai-int.org/ (ultimo acesso a 2019-04-24)

[3] Disponível em: https://www.animasportugal.org/ (ultimo acesso a 2019-04-24)

[4] Carminati, G. G., Lehotkay, R., Martin, F., & Carminati, F. (2013). An Hypothesis about Jung’s Collective Unconscious and Animal-assisted Therapy. Neuroquantology, 11(3), 451-465. doi:10.14704/nq.2013.11.3.679

[5] Walsh, F. (2009). Human-Animal Bonds I: The Relational Significance of Companion Animals. Family Process, 48(4), 462-480. doi:10.1111/j.1545-5300.2009.01296.x

[6] Da Silva Castro, Diana Filipa, Patas que protegem: a perceção dos profissionais de saúde sobre a Intervenção Assistida por Animais, (2018), (pp. 1–30) disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/116820/2/297963.pdf

[7] Disponível em:  https://www.publico.pt/2018/04/09/sociedade/noticia/um-cao-como-ligacao-entre-o-mundo-e-uma-crianca-autista-1809562 (ultimo acesso a 2019-04-24) 000000

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