Demência

Demência é o termo utilizado para descrever um conjunto de doenças que causam um declínio progressivo no desempenho cognitivo e comportamental, interferindo significativamente no funcionamento da pessoa. Provoca alterações a nível do funcionamento da memória, do pensamento abstrato, do julgamento, da linguagem, da orientação, do cálculo e da compreensão de informação. Podem ainda ocorrer alterações de comportamento, da personalidade e de perceção (Pinho, 2008).

A Demência pode ser causada por diferentes patologias que compartilham sintomas em comum, mas são etiologicamente diferentes. Entre as mais comuns encontram-se:

– Doença de Alzheimer – é a forma mais comum de Demência, sendo uma doença progressiva, degenerativa, danificando as conexões existentes entre as células cerebrais. Estas acabam por morrer, originando-se uma incapacidade de recordar ou assimilar a informação. Ao longo do tempo, o individuo perde certas funções ou capacidades, à medida que a doença vai afetando as diferentes áreas cerebrais (Alzheimer Portugal, 2009).

– Demência vascular – relacionada aos problemas da circulação do sangue para a região cerebral, é considerado o segundo tipo mais comum de Demência. As duas formas mais comuns são a Demência por multienfartes cerebrais e Doença de Binswanger. A primeira é causada acidentes isquémicos transitórios e é provavelmente a forma mais comum de Demência Vascular. A segunda está relacionada com alterações cerebrais, como os enfartes, e é causada por hipertensão arterial, constrição das artérias e circulação sanguínea deficitária (Alzheimer Portugal, 2009).

– Doença de Parkinson – perturbação progressiva do sistema nervoso central, provocando tremores, rigidez nos membros e articulações, problemas na fala e dificuldade na mobilidade. Numa fase mais avançada, é possível que as pessoas afetadas venham a desenvolver Demência (Alzheimer Portugal, 2009).

– Demência de Corpos de Lewis – provocada pela degeneração e morte das células cerebrais, pode causar alucinações visuais, rigidez ou tremores. Este tipo de demência pode ocorrer, por vezes, concomitantemente com a Doença de Alzheimer e/ou com a Demência Vascular (Alzheimer Portugal, 2009).

– Demência frontotemporal – associada á degeneração de um ou dos dois lobos cerebrais frontal ou temporais. Neste grupo de Demências estão incluídas a Demência frontotemporal, Afasia Progressiva não-fluente, Demência semântica e Doença de Pick (Alzheimer Portugal, 2009).

A incidência da demência na população idosa tem aumentado progressivamente ao longo do tempo, segundo a literatura, é possível afirmar que tanto a incidência como a prevalência da demência aumentam com a idade, duplicando aproximadamente a cada 5 anos (Santana, 2015).

 

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Citação:

ALZHEIMER PORTUGAL. Associação portuguesa de familiares e amigos dos doentes de Alzheimer. 2009. [Acedido Outubro 5, 2018]. Disponível em: http://alzheimerportugal.org/pt/inicio.

PINHO, L.F. Demência: A marcha diagnóstica no âmbito dos cuidados de saúde primários. Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior, 2008. Dissertação de Mestrado

SANTANA, I., et al. Epidemiologia da Demência e da Doença de Alzheimer em Portugal: Estimativas da Prevalência e dos Encargos Financeiros com a Medicação. Acta Médica Portuguesa: Revista Científica da Ordem dos Médicos, 2015, vol. 28, Sup.2, pp. 182-188.

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